quarta-feira, 23 de agosto de 2017

UMBANDA - UMA ESCOLA EVOLUTIVA (André Cozta)



Nesta obra, orientado por Mestres da Evolução e guias espirituais, André Cozta nos presenteia com um ensaio que busca levar uma reflexão a quem possa interessar, acerca da função estratégica da Umbanda na nossa sociedade neste início de século XXI, em meio a tantas dúvidas e conturbações. A Umbanda mostra-se a todos muito além do seu aspecto religioso, pois, como Escola Evolutiva que é, traz em seu bojo ensinamentos preciosos para o nosso dia a dia, que se iniciam em seus templos e devem se estender para as nossas vidas e nosso convívio familiar e social. Aproveite este ensaio para iniciar uma reflexão. O que é a Umbanda na sua vida? Como ela interfere no seu dia a dia? Estou levando a Umbanda para além das portas do templo? Caso não seja umbandista, aproveite o conteúdo deste livro para aprofundar seus conhecimentos acerca de uma filosofia de vida universal e universalista que abraça a tudo e a todos, indiscriminadamente, quando querem acelerar seus passos nos Caminhos da Evolução.

Por: André Cozta

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ORAÇÃO - ALIMENTO DA ALMA (Ademir Barbosa Júnior)



“Oração alimento da alma – coletânea de preces de diversas tradições espirituais” (São Paulo: Anúbis, 2017, 198 pp., lançamento previsto para outubro), de Ademir Barbosa Júnior (Dermes) é um convite ao diálogo com a diversidade. Dividido em 10 capítulos ou tradições (wicca, católica, celta, indiana, umbandista, anglicana, católica, kahuna, budista, xamânica e espírita), o livro, o livro apresenta um painel sobre o contato entre o humano e o divino em vários momentos da vida e do dia.

Para o autor, “na oração, o mais importante é o sentimento, a intenção, sendo as palavras apoios, embora possam realmente estar carregadas de significado e nos antenar com a Espiritualidade, além de nos inspirar, orientar, emocionar. Ninguém barganha com a Espiritualidade, não se faz toma lá dá cá com o Plano Espiritual. Uma prece verdadeira jamais promoverá o mal ou ferirá o livre-arbítrio, assim como nenhuma tradição espiritual, religiosa, espiritualista etc. o fará sem se perder.”

Dermes costuma repetir que “o Divino é poliglota. Cada religião é uma língua. Quando aprendo a língua do irmão, em vez de perder minha identidade, posso me comunicar melhor, sempre com o sotaque do meu segmento religioso. Se falo com Deus, por que não falarei com o meu irmão? Além disso, na oração, mais importante do que falar é ouvir a resposta.”. Umbandista, Dermes escreveu há alguns anos a “Oração ao Caboclo Pena Branca” e a “Oração ao Caboclo Pena Verde”, ambas presentes no livro. Das preces elencadas, o autor destaca a “Oração do Perdão” e o “Ho’oponopono” (“Sinto muito, me perdoe, eu te amo e sou grato (a)”), ambos de tradição Kahuna, amplamente divulgados por ele. “Os efeitos terapêuticos são incríveis”, salienta o autor.

Ao abordar 10 tradições, o livro abre espaço para outras tantas a figurarem em novos títulos.

Autor com mais de 70 livros publicados, alguns com traduções para diversos idiomas, Dermes é um dos dirigentes da Tenda de Umbanda Iansã Matamba e Caboclo Jiboia (TUIMCAJ), presidida por sua esposa, a escritora e blogueira Mãe Karol Souza Barbosa. É Mestre em Literatura Brasileira pela USP, onde se graduou em Letras, professor e terapeuta holístico. Já coordenou fóruns, eventos, festas públicas e outros, congregando Umbanda, Candomblé, Pastoral Afro (Igreja Católica), MPB, Ioga, Dança do Ventre e outros segmentos. É presidente da Associação Brasileira de Escritores Afro-religiosos (Abeafro). Nasceu em Piracicaba – SP, no dia 02 de agosto de 1972. Recebeu o Troféu Abolição – Instituto Educacional Ginga (Câmara Municipal de Limeira, 27 de julho de 2012); o Diploma Cultura de Paz – Fundação Graça Muniz (Salvador, 07 de março de 2013); o Diploma Zumbi dos Palmares (Câmara Municipal de Campinas, 20/11/2014) e o Troféu 1º. Jovens do Axé (Câmara Municipal de São Paulo, 07/10/2015). Em 2014 presidiu o Fórum Internacional de Umbanda, em Leiria, Portugal. É presidente da Associação Brasileira de Escritores Afro-religiosos (Abeafro). Em 2015 foi nomeado vice-presidente do Fórum Catarinense de Umbanda e foi um dos palestrantes do 1º. Simpósio On-line de Umbanda.

Por: Ademir Barbosa Júnior

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

TARÔ DOS GUARDIÕES: CAMINHOS NOS DESCAMINHOS (Karol Souza Barbosa)



Certamente o segmento mais aviltado na Umbanda é a chamada Esquerda. Muitos associam ao diabo hebraico-cristão o Orixá Exu, os Guardiões, Mirins, Malandros e Ciganos que atuam na Esquerda. Mesmo alguns umbandistas chamam os trabalhadores de Esquerda de “diabos”, “catiços” e outros termos pejorativos.

Para resgatar a importância da Esquerda não apenas para umbandistas, mas também para religiosos tradicionais de terreiro em geral, terapeutas holísticos, pesquisadores etc., Karol Souza Barbosa (Mãe Karol de Iansã), elaborou o Tarô dos Guardiões – os Arcanos Menores (Editora Anúbis, livro com 118 páginas acompanhado de 56 lindas lâminas).

Com diversos conhecimentos sistematizados por anos de pesquisa, de desenvolvimento mediúnico e de amoroso serviço sacerdotal por parte da autora, o Tarô dos Guardiões privilegia a atuação (ponto de força), a classificação (falange) e hierarquia (irradiação). Como voluntária, a autora percorre terreiros e eventos com a palestra “Exus e Pombogiras – agentes de luz nas trevas”, de modo a desmistificar tudo o que o senso comum fala a respeito da Esquerda.

Karol Souza Barbosa (Mãe Karol de Iansã) é umbandista e dirigente espiritual da Tenda de Umbanda Iansã Matamba e Caboclo Jiboia (TUIMCAJ), em Blumenau (SC), terapeuta holística através da harmonização de ambiente, aromaterapia, cromoterapia, musicoterapia e terapia com pedras e cristais. Ministra cursos de baralho cigano e comum, numerologia dos Orixás e o curso teórico de Umbanda. Desenvolve projetos sociais, como o Projeto São Miguel Arcanjo, que busca amparar a sociedade, colaborando para diminuir suas necessidades por meio de arrecadação de donativos e ações sociais. Pesquisadora e blogueira, mantém diversos sítios com milhares de acessos na internet, todos relativos à Umbanda. Como palestrante voluntária, dedica-se, presencialmente ou em fóruns virtuais, a falar sobre Umbanda, desmistificando estereótipos. É presidente do Fórum Catarinense de Umbanda (FOCU), que tem como vice-presidente seu esposo, Pai Dermes de Xangô. "Novos pontos cantados de Umbanda - o fundamento cognitivo da religião" é seu primeiro livro publicado.

Por: Ademir Barbosa Júnior.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

HISTÓRIAS DO ORIENTE (Jennifer Dhursaille)



Em tempos em que a humanidade atual não era nada além do sonho de um bebê, espíritos muito antigos, e renitentes em determinados erros, para aqui vieram extraviados.

Posso dizer que nosso principal defeito e origem de nossa desgraça era o Orgulho, e ainda hoje, de certa forma, mantemos essa característica em nossa postura, estilo de trabalho e vestimenta.

Ao contrário do que muitos pensam, a forma humana é a mais comum na maioria dos mundos habitados, entretanto há algumas características díspares, variantes da cosmologia física da conformação biológica na adequação da estrutura perispiritual às condições do determinado mundo habitado.

Já ouviste a frase “Sois deuses”, mas não a compreendestes muito bem. Sendo filhos dos deuses, como todos o são, somos dotados de poderes correspondentes a tessitura espiritual do raio divino que nos originou; entretanto, assim como, mesmo tendo o homem capacidade de dirigir um automóvel, não lhe é permitido que o faça até atingir os dezesseis anos, nem ao piloto de uma aeronave governá-la sem o devido estudo e consequente graduação para isso.

Assim sendo estão os homens divididos em mundos-escola de acordo com as lições já aprendidas. Sendo o Pai um diretor amantíssimo, procura sempre acomodar seus filhos nas melhores instituições de ensino possível, com frequência acima de sua capacidade ou merecimento, pois Seu Amor cobre nossa multidão de pecados. Todavia ao ver que o filho não apenas deixa de aproveitar as oportunidades com que foi brindado, mas ainda por cima prejudica seus irmãos sinceramente comprometidos em sua jornada evolutiva, com pesar o retira do ambiente vantajoso para que, remanejado a paragens inferiores possa, pelos mecanismos da comparação – atributo racional de suas faculdades mentais – e também movido pelas saudades dos seus – burilamento de suas faculdades emocionais através dos sentimentos – mova-se ascendentemente a fim de reconquistar o que lhe foi perdido, dando-lhe desta vez o devido valor.

O mundo do qual viemos, a maioria de nós que atuamos na Linha do Oriente e muitos dos que nos leem, viemos de um mundo bastante próximo daqui, ainda que separado e para o qual a passagem nos é tolhida quase que definitivamente. A lembrança deste local, porém, é muito viva para muitos de vós, e se para lá fossem magicamente transportados, a um primeiro momento nada julgariam de anormal, pois se pareceria com a Terra que conheceis. Com o tempo então perceberíeis que a manipulação das energias dos elementos pode ser visualizada e a física daquele mundo opera de forma diferenciada, embora não possamos dizer que suas leis sejam alteradas ou divirjam do conhecimento que dela se dispõe na Terra, mas sim que lá este conhecimento está bastante além, e que, na verdade, a maior diferenciação se dá na percepção química que lá se tem da realidade, como se observássemos a aparente realidade a nosso redor (posto que tudo aquilo que julgais realidade será sempre somente aparente, e esse é um dos pressuposto das Leis da Grande Magia ) a partir ‘de dentro’, e não externamente, como um fenômeno a nós alheio.

Esta relação natural com os elementos chega até vós nos filmes e livros, e uma das razões porque foi proibida a magia e perseguidos os magos pelo poder dominante em seu universo é porque, de fato, ela sempre foi exterior ao seu mundo, e seus praticantes iniciais estrangeiros degredados de procedência desconhecida – pois não podíamos explicar nossa origem; seres estranhos, cheios de segredos e hábitos diferentes, muitos dos quais aparentemente irracionais e que deram origem ao termo ‘superstição’ entre vós.

Sobretudo procurávamos não nos misturar, e buscávamos encontrar um meio de voltar à ‘nossa casa’. Acreditávamos que através da Magia isso seria possível, entretanto, o contexto que aqui neste mundo essa palavra tem, não tinha para nós, pois era parte da ciência de funcionamento do nosso universo; assim, da mesma forma que, fossem vocês alçados até lá, se surpreenderiam por poder fazer e ver coisas que aqui não é possível, nós aqui nos vimos tolhidos, sem poder fazer uso de habilidades às quais estávamos habituados, pois eram parte de nós, assim como é parte do homem terreno, só que este não lhe sente a falta porque dela ainda não se assenhoreou. Imagine trasladar o pássaro para um mundo onde a atmosfera não lhe sustentasse o peso das asas, ou a um felino para um universo onde tenha de rastejar-se, ou ainda um músico para um universo onde as ondas sonoras não se propagassem. Assim sentíamos nós outros, exilados em terra árdua, amargurados, revoltosos com destino tão cruel e dispostos a tudo para retornar.

O objetivo deste livro é contar a saga de nosso povo, sobretudo como alerta, visto que a mesma determinação cósmica que atuou em nosso mundo eras atrás está a abater-se sobre o vosso, e os primeiros relâmpagos da tempestade  há um certo tempo tomam lugar em vossos céus, mares e desastres naturais. Muitos dos que ora desencarnam já aqui não voltam mais.

E a perda da Magia é dura, mas muito mais dura é a saudade de quem amamos a nos assolar. A hora é de despertar urgente, e é nisto que queremos colaborar,

Além de esclarecer e desmitificar a Magia livrando-a de conceituações infantis, como a que a divide em negra ou branca, visto que nem sequer esta denominação especifica corretamente as cores, posto que isto é coisa que nenhuma delas é, mas que a importância maior está na intenção, visto que com vela branca pode-se ofender o livre-arbítrio de alguém, e com uma simples vela preta se promover o bem.

É também nosso mote promover o autoconhecimento humano, assim auxiliamos em trabalhos terapêuticos de diversas linhas, pois entendemos que sem conhecer a si mesmo não é possível conhecer a outra pessoa, muito menos amá-la, e em nome do Amor, ou melhor dizendo, sob a falsa capa de amor, muitas almas tem se comprometido carmicamente conosco pelo mau uso da magia, e hoje reencarnam sob tutela de nossos guardiões (exus) a fim de se redimirem em lides benéficas mais positivas, sobretudo na Lei Sagrada da Divina Umbanda, onde muitos dos nossos quitam suas dívidas para libertarem-se de pesados fardos do passado.

Ainda é através do autoconhecimento que um descobrirá seus talentos a fim de aperfeiçoá-los devidamente através de estudo correto da magia, que para nós pode ser vista unicamente como uma ciência a serviço da evolução do espírito.

Que a leitura lhe seja de bom proveito.

Por: Jennifer Dhursaille