sexta-feira, 30 de setembro de 2016

ARON - O ENVIADO DAS ESTRELAS (Marco Antonio Santos)



História do filho de Jurema e do Culto ao Arco-iris Sagrado. O Enviado das Estrelas tem uma missão: resgatar das sombras os Sete Templos da Luz que, juntos, sustentam o Templo da Luz Cristalina. Na trama, Aron e seus companheiros enfrentam a ambição desmedida de um faraó e o poder abjeto de sete magos das Trevas. Na verdade, os autores querem discutir o papel da religiosidade e do livre-arbítrio diate da dualidade que permeia toda a Criação.


Por: Marco Antonio Santos



CRIANÇAS QUE GIRAM - O LIVRO DOS ERÊS (Jennifer Dhursaille)



Quem são os espíritos que incorporam nos médiuns, seja na Umbanda, no Kardecismo ou em outras Linhas Espiritualistas? Muitas tem sido as explicações - e algumas inclusive conflitantes - sobre a real natureza dessas entidades que se manifestam trazendo não apenas a Alegria Infantil que tanto pode a nossa alma curar, mas sobretudo uma Sabedoria incomum não condizente com a condição de um ser que se denomine de "infantil". 

Desvende os muitos mistérios dessa categoria de trabalhadores do espaço de uma das mais intrigantes falanges espirituais conhecidas.

Por: Jennifer Dhursaille

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ENTRE NOSSAS VIDAS (Osmar Barbosa)



Entre nossas vidas existem grandes amores, mas qual é a razão de as paixões serem tão intensas, que por vezes até nos tiram os pés do chão, chegando até mesmo a nos tirar a razão de viver?

Às vezes, encontramos muitas dificuldades em compreender nossos sentimentos. Apaixonamo-nos por pessoas que saem de nossa vida sem nos dar sequer uma última chance, sem ao menos dizer adeus, e a dor que fica, levamos pelo resto de nossa caminhada terrena.

Algumas feridas são tão profundas, que não encontramos respostas em nenhum livro escrito ou até mesmo no mais sábio de todos os sábios escritores de nossa vasta literatura.

Buscamos, por meio dos ensinamentos e do sofrimento, compreender a separação.

Alguns reagem de forma bruta, uns ficam tristes e sofrem com a depressão, outros aprendem a viver com a dor, e assim, vai levando a vida, como se tudo fosse normal, mas sabe que dentro de si as coisas não vão bem. Falta o mais importante, falta aquele amor inesquecível.

O amor sincero, o amor verdadeiro, a paixão que assola nosso ser, que estremece nosso corpo e atinge nossa alma, que traz secura em nossos lábios. Isso é a dor da alma ferida.

As separações e as perdas fazem parte da vida, mas compreender isso quase sempre é impossível. E conviver com essa dor é para poucos. Nas linhas deste livro você vai encontrar respostas para alguns questionamentos que fazermos todos os dias. O amor de Mel e Rabi atravessam linhas inimagináveis do amor. Como se processa os reencontros na vida terrena? Estamos predestinados a viver ao lado de alguma pessoa? Na reencarnação podemos escolher nosso par? Você encontrará as respostas para essas e outras perguntas em Entre Nossas Vidas.

Por: Osmar Barbosa

PARALELAS DA UMBANDA - LIVRO III - BOIADEIROS (Jennifer Dhursaille)



A série Paralelas da Umbanda vem apresentando as Linhas de Trabalho Secundárias que juntamente às Falanges de Pretos Velhos, Caboclos e Crianças atuam à direita dos Sagrados Orixás nos atendimentos dos terreiros, centros, tendas e templos de Umbanda através das carismáticas figuras representadas pelo simpático e sofrido nordestino, pelo alegre porém melancólico marinheiro e pelo desbravador e valente boiadeiro. Em histórias, contos e poesias, mergulhe na alma desses intrépidos trabalhadores do Astral que atuam junto aos médiuns de todo Brasil e também no exterior. 

Neste livro conheça a história do Boiadeiro Zé do Laço.

Por: Jennifer Dhursaille

CINCO DIAS NO UMBRAL - O RESGATE (Osmar Barbosa)



Após o sucesso da primeira missão onde Nina reencontra seu grande amor. Ela é convidada a voltar ao Umbral para buscar Yara a mãe de Felipe que havia ficado no Umbral. O que será que Nina e seus companheiros irão encontrar desta vez? Quais os desafios? Será que haverá alguma surpresa nesta missão? Não deixe de acompanhar Nina nesta nova missão de amor e caridade.

Por: Osmar Barbosa

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PARALELAS DA UMBANDA - LIVRO II - MARINHEIROS (Jennifer Dhursaille)



Nesta obra, uma história de marinheiros como você nunca imaginou: conheça Fred, um velho marinheiro irlandês que no século XVIII vivencia uma experiência para a qual não tem explicação, mas que nos dias de hoje poderia ser analisada a partir dos estudos que relacionam fenômenos envolvendo múltiplas dimensões e ufologia à espiritualidade.

Por: Jennifer Dhursaille

500 ALMAS (Osmar Barbosa)



Ao longo da história já ocorreram incontáveis situações de desencarne coletivos. Ações da natureza levaram incontáveis pessoas ao desencarne. Na história recente temos presenciado situações de desencarne por outras razões, como naufrágios, acidentes aéreos, incêndios, desabamentos, ocupações de áreas de risco, terremotos, tsunamis, e outras.

O desencarne é um assunto importante em nossas vidas, pois significa o final desta vida, e a das relações familiares e de amizades, dentro dos padrões que conhecemos aqui na Terra. Logo é natural que o desencarne de muitas pessoas simultaneamente nos chame ainda mais a atenção. É consequencial da característica do ser pensante, refletir sobre sua vida e sobre sua interrupção. E por isso temos nos perguntado sempre: porque que ocorrem estas situações? Porque muitas pessoas desencarnam ao mesmo tempo? Para onde vão estes espíritos? Como tudo é organizado nestas grandes catástrofes? E as crianças? Como ficam nesta hora? Meu querido amigo leitor eu lhes convido a obter as respostas para tudo isso e muito mais no livro 500 Almas. Podemos reencontrar nossos familiares que desencarnaram conosco, ou antes, de nós? Porque tantas vidas ceifadas ao mesmo tempo?

Eu lhes convido a obter estas respostas no livro 500 Almas.

Por: Osmar Barbosa

PARALELAS DA UMBANDA - LIVRO I - BAIANOS (Jennifer Dhursaille)



Conheça a história de 3 amigos muito especiais que fizeram sua derradeira jornada. Um olhar para um momento histórico onde Forças e Vidas se cruzam. De Padim Ciço a Lampião e outros personagens que viveram no sertão nordestino. Mestres de Jurema e Catimbó, Benzedeiras e gente do povo. Todos unidos numa só intenção: Trabalhar em Conjunto pela Obra da Redenção junto ao Povo Brasileiro e sob a Bandeira de Oxalá!

Por: Jennifer Dhursaille

terça-feira, 27 de setembro de 2016

DENTRO DE UMA NAVE INTERDIMENSIONAL (Jennifer Dhursaille)



Já se pegou imaginando como seria o interior de uma nave extraterrestre? 

Como funcionam as coisas lá dentro? E como ocorre uma abdução?

Ainda mais intrigante do que isso, já se pegou divagando sobre como seria a aparência e o estilo de vida de seus ocupantes? 

Eu tive essa oportunidade - e na verdade muitos dos que estão lendo esse post também tiveram - mas mais importante do que isso: me foi permitido LEMBRAR.

Por anos eu desejei poder fazer esse relato, contar aos outros detalhes dos meus encontros com seres não-habituais, e agora finalmente consegui nas páginas deste que é meu primeiro livro não-psicografado, onde compartilho minhas lembranças, interpretações pessoais e parte do incrível conhecimento que "eles" compartilharam comigo.

Este livro acompanha gráficos e a descrição dos 5 níveis diferentes em que estive dentro de uma nave interdimensional, além de episódios pessoais marcantes que me levaram a compreender a realidade a partir de uma outra ótica, e o mais importante: 

POR QUE OCORREM AS ABDUÇÕES e qual o interesse desses seres na HUMANIDADE E NO PLANETA TERRA.

Este é um livro despretensioso, na qual procuro dar a minha contribuição a todos que se debatem com a questão ufológica, pois acredito firmemente que cada contatado e abduzido terá de encontrar suas próprias respostas, e nesse processo o compartilhamento de visões e entendimentos ajuda a aprofundar essa compreensão.

Por: Jennifer Dhursaille

EU SOU EXU (Osmar Barbosa)



Somos livres. A cada instante, escolhemos pensamentos, decidimos caminhos, revelando o volume das nossas conquistas e das derrotas. Distraídos, alimentamos fantasias, acariciamos ilusões e brigamos por elas, acreditando que representam a nossa felicidade plena. A visita da verdade, oportuna, nos faz reciclar valores, modificar ideias, aprender lições novas, caminhar para frente, conquistando nossa tão sonhada evolução espiritual. Sempre nas mãos do amor divino, onde tudo nos é permitido.

Assim poderemos estar em diversas vibrações espirituais para vivermos nossas mais intensas paixões, experiências, aprendizado e lições que nos são úteis pela eternidade.

Amigo leitor nesta obra você vai conhecer Mateus e poderá compreender melhor porque os amigos guardiões são tão amorosos e de que forma eles podem nos ajudar a conquistarmos e vencermos nossos mais íntimos desafios. De onde vêm os Exus? Porque são chamados assim? Quais os desafios que nós encontraremos após deixarmos a vida física? Porque Exu é tão discriminado? O amor. Será que levamos ele pela eternidade? Você encontrará estas respostas e muito mais no livro Eu Sou Exu.

Por: Osmar Barbosa

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ALÉM DO SER (Osmar Barbosa)



Se você está pensando em se suicidar, deve procurar saber o que acontece com  um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é, sem dúvida nenhuma, o ser que mais sofre após a morte.

Primeiro, você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra, e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito, não desaparece. Ele continua vivo. O que dá vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

Então tentar se matar achando que você será apagado do universo para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai desaparecer na Terra, mas você continuará existindo.

A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa está doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. É por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é por meio da velhice, quando ocorrem o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito. Mas será mesmo que tudo funciona assim? Não seria o suicídio uma ferramenta de Deus para que possamos ajustar débitos das vidas anteriores? Querido amigo leitor, eu vos convido a conhecer a história de Abraão e sua família. Quais os motivos que levaram este jovem rapaz a cometer o suicídio? Você vai saber tudo isso nas linhas dessa maravilhosa história de resgate, amor e superação.

Por: Osmar Barbosa

A BATALHA DOS ILUMINADOS (Osmar Barbosa)



Nós já sabemos que algo esta acontecendo em nosso planeta, temos a consciência de que é chegada a hora da transformação planetária tão necessária ao equilíbrio evolutivo da humanidade. Jesus nos alertou através da parábola do Joio e do trigo, que é chegada a hora desta tão sonhada transformação. Nosso planeta está mudando. Sabemos que muitos de nossos irmãos não terão mais a oportunidade de encarnar entre nós.

Desta forma querido e amado leitor, eu vos convido através desta obra, a tomar conhecimento de como será o exílio daqueles espíritos que após receberem diversas oportunidades não se alinharam ao amor divino. Quem são os espíritos encarregados desta tarefa? Como tudo está acontecendo? Qual o critério de escolha daqueles que serão exilados de nosso planeta? Como tudo foi e está sendo organizado no mundo espiritual para que as palavras de Jesus se cumpram? Para onde irão esses espíritos que não evoluíram? Presídios, igrejas, hospitais, centros espíritas, será que há espíritos para serem resgatados nestes lugares? Nosso planeta está em mudança todos sabemos. Deixamos para trás as provas e expiações e estamos adentrando a uma nova era, a era da Regeneração. Você é meu convidado a conhecer um pouco mais da misericórdia divina. Ainda há tempo para a modificação? Saiba como você pode se livrar de ser exilado deste orbe.

Por: Osmar Barbosa

domingo, 25 de setembro de 2016

ANTES QUE A MORTE NOS SEPARE (Osmar Barbosa)



Aquilo que está vivo é uma possibilidade. Somente a morte coloca o ponto final em algumas relações. Naquelas que mais importam, eu diria. Naquelas que nos inquietam e das quais nos cabe cuidar. Ao contrário das coisas materiais, é impossível resolver relações vivas. Elas podem ser cultivadas, saboreadas, vividas, mas não resolvidas. Elas prosseguem. Nunca haverá a conversa definitiva com aqueles que a gente ama. Talvez haja a última, mas isso não se sabe. O que podemos fazer – e que talvez devamos fazer – é manter nossas relações em dia. Se alguma coisa trágica ocorrer, teremos rido juntos ontem, ou falado na semana passada sobre o filme. Talvez tenhamos discutido ao telefone – é inevitável – mas dormimos abraçados, conversando baixinho. Lembrei-me de comprar o presente no dia certo? Liguei aquela noite como prometido? Tomamos um porre medonho na sexta-feira? Conversamos longamente no carro durante a viagem? Andávamos na rua quando a chuva começou? Estivemos felizes? Estivemos bravos? Estivemos juntos? Foi bom?

Este livro traz a história de Ernâni, um estudante de medicina que após ser baleado durante um assalto fica paraplégico. Quais os desafios deste jovem rapaz? Sua namorada ficará a seu lado após o acidente? Seus pais? Seus amigos? A depressão? Como superar tudo isso e seguir em frente? Seus sonhos? Porquê essas coisas acontecem?Amigo leitor, você vai encontrar neste livro as respostas para essas e muitas outras dificuldades encontradas por Ernâni e seus familiares, Antes que a Morte os Separe.

Por: Osmar Barbosa

ONDAS DA VIDA (Osmar Barbosa)



Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das ?orestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas, então, o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós! Só podemos ir em frente e arriscar.

Tenha coragem! Avance ?rme e torne-se um lindo Oceano! Seja útil, faça-te útil. Como Daiane poderá suportar tanta dor e tanto sofrimento? Sua carreira como ficará após o nascimento de seus filhos? Seus amores? Suas paixões? Sua família? Como todos poderão ajudar Daiane a superar tantos desafios?  Onde está Léo seu maior amor? Viaje ao lado dessa história de superação e amor, onde o amor de uma mãe fala mais alto nas horas mais difíceis da vida.

Amigo leitor, você vai embarcar nessa linda história de amor e superação, onde só as transformações diárias nos tornam aptos para suportar as Ondas da Vida.

Por: Osmar Barbosa

sábado, 24 de setembro de 2016

JOANA D'ARC O AMOR VENCEU (Osmar Barbosa)



Segundo Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, a última reencarnação de Judas Iscariotes na Terra, foi da conhecida heroína francesa Joana D'Arc, queimada nas fogueiras inquisitoriais do século XV, conforme mensagem apresentada no livro: Crônicas de Além Túmulo. 
Fiquei perplexo ao receber essa psicografia. Logo me preocupei em não discordar do amado Chico Xavier e Humberto Campos. Procurei uma explicação questionando Nina Brestonini, o espírito que me passou este livro. Ela então me disse o seguinte: 
“O livro que você está recebendo são informações preciosíssimas que devem ser publicadas. Nós estamos em perfeita harmonia com os irmãos mais sublimes. Essas instruções são necessárias a todos os espíritas que lerão essas obras. Chico Xavier ri muito quando você titubeia duvidando de sua missão. Siga em frente, às vezes coisas que causam polêmicas são necessárias para despertarem a curiosidade, que será prontamente utilizada para instruir corações aflitos.
Os meios não importam, o que importa sempre é o fim, lembre-se disso. Humberto de Campos, quando dessa mensagem sobre Joana D’Arc, atingiu um nobre propósito. Agora publique -se: Joana D’Arc - O Amor Venceu. Verás que tudo tem um objetivo maior.”
Amigo leitor você é meu convidado especial para conhecer essa incrível história de amor e superação, não perca a oportunidade de conhecer mais um pouco dessa jovem menina querida e destemida, chamada Jeane D’Arc.
Todo e qualquer lucro obtido a partir da venda deste livro será integralmente destinado à obra de caridade Fraternidade Espírita Amor e Caridade.

Por: Osmar Barbosa

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O GUARDIÃO DA LUZ (Osmar Barbosa)




“O Guardião da Luz” nos traz uma história que nos completa e nos faz compreender a misericórdia divina em sua amplitude. Esta obra psicografada retrata a trajetória de um índio que como espírito, também tem a oportunidade evolutiva. Ou índios, negros africanos, escravos e etc., não são espíritos que merecem como todos nós filhos da criação uma oportunidade? Amigo leitor essa obra é a prova viva de que Deus ama sua criação e proporciona a ela oportunidades evolutivas constantes. Como são recebidos esses espíritos na erraticidade? Existem colônias especificas para estes espíritos? Como são as colônias espirituais? Será possível eles auxiliarem na obra divina? E o amor, será que eles não amam? Quais as oportunidades? Seus familiares onde estão? Como estes espíritos podem evoluir? Sabemos que todos nós precisamos estar seguros, protegidos e iluminados por nossos mentores, será que um espírito que tenha vivido uma encarnação como índio não pode ser seu protetor? Seus sentimentos, seus amores, suas paixões, seus costumes para que serve essas experiências? Você encontrará as respostas para estas, e muitas outras perguntas no livro “O Guardião da Luz”.

Por: Osmar Barbosa


COLÔNIA ESPIRITUAL AMOR E CARIDADE (Osmar Barbosa)



Posso garantir, sem medo de errar, que ao percorrer as páginas deste livro, você, meu querido amigo leitor, se sentirá ao lado do irmão Daniel e do menino Lucas pelos jardins e passaredos belamente arborizados da Colônia Amor & Caridade. Você presenciará conosco este momento único em que o sábio e o aprendiz caminham lado-a-lado em uma incrível troca de conhecimentos e experiências de vida, onde é profundamente difícil definir quem está aprendendo mais com quem.

Decerto afirmar que o maior beneficiado de todo este momento único da história será nós mesmos, meros seres encarnados, que estamos sendo merecedores de receber todo este conhecimento especial fruto deste encontro por meio do conteúdo psicografado contido aqui neste livro, que você segura em suas mãos neste momento.

Então, não pense duas vezes. Leve-o consigo, devore cada palavra, saboreie cada vírgula e percorra cada linha, como se você estivesse de fato caminhando ao lado do irmão Daniel e do menino Lucas pelos jardins da colônia Amor & Caridade.

Por: Osmar Barbosa

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ORAI E VIGIAI (Osmar Barbosa)



A prece é uma invocação, por ela nos colocamos em relação mental com o ser qual nos dirigimos. Ela pode ter por objetivo um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos. As prerces dirigidas a Deus são ouvidas pelos espíritos encarregados da execução dos seus designos; as que são dirigidas aos bons espíritos vão também para Deus. Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, porque nada pode ser feito sem a vontade de Deus. O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele.

Por: Osmar Barbosa

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A HISTÓRIA DE PAI ARRUDA (Jennifer Dhursaille)



Um jovem africano ágil, astuto e feliz chega ao litoral da Bahia por volta de 1750, como tantos outros trazidos pelo comércio escravista. Este, especificamente, tinha uma missão especial traçada pelo Alto: tornar-se sacerdote e levar a todos o bálsamo da cura. Mas cruza-lhe o caminho um ávido feiticeiro das trevas, um senhor de engenho manipulado por espíritos macabros e sua jovem cunhada, cuja presença na fazenda era sempre prenunciada pela visita de cobras, compondo todos o cenário de um drama humano em que brancos e negros são movidos por um doloroso resgate cármico. 

Esta é uma história real que expõe as adversidades por que passaram os negros escravos em solo brasileiro, particularmente aqueles que possuíam dotes mediúnicos. Mas não é somente a história de um escravo que tornou-se preto velho no Espaço, nem apenas mais um enredo envolvendo elos cármicos. A História de Pai Arruda mostra os escaninhos da evolução de muitos seres humanos ao longo de muitos séculos, em diversas partes do planeta, para chegar aos terreiros de umbanda da atualidade, grande cadinho onde se amalgamam almas comprometidas que resgatam dívidas pretéritas por meio da prática da caridade.

Além de nos colocar como espectadores, por trás da visão de um menino-homem predestinado ao sacerdócio, podemos testemunhar, sob sua própria ótica, como se davam os primeiros rituais afro-brasileiros numa época em que a umbanda ainda não existia, e sentir na pele o desabrochar de suas experiências mediúnicas.

A História de Pai Arruda é um romance muito envolvente e sobretudo um convite para que cada um tome a decisão de abandonar os porões escuros da própria alma, alçando voo a paragens mais luminosas, a que somente a libertação da consciência conduz.

Por: Jennifer Dhursaille

GITANO AS VIDAS DO CIGANO RODRIGO (Osmar Barbosa)



Após perder sei Pai e seus melhores amigos Ciganos em um massacre cruel, Rodrigo segue em uma jornada desafiadora orientada pelo seu mentor espiritual. Ele viaja para a Capadócia e Alexandria, onde encontros inesperados e perdas irreparáveis o esperam. Que caminhos deve seguir este Cigano? Quais os desafios? As perdas? Será que conseguirá cumprir a missão determinada por seu mentor espiritual? E o amor? Quem será a Cigana que o espera? Será seu destino? Você encontrará as respostas para essas, e muitas outras perguntas, no livro Gitano as Vidas do Cigano Rodrigo.

Por: Osmar Barbosa

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CINCO DIAS NO UMBRAL (Osmar Barbosa)



Aos 24 anos de idade, uma linda jovem desencarna de uma doença do coração. Exausta e muito assustada, ela desperta no plano espiritual em uma das enfermarias da colônia Amor & Caridade. Quando ainda se recuperava desta intensa viagem de passagem que todos nós faremos um dia. Nina recebe o convite que transformaria toda sua trajetória espiritual: se juntar a uma caravana de luz em uma missão de resgate no Umbral. Mas quem será que eles iriam resgatar? Por quê? Quer perigos e imprevistos encontrariam pelo caminho? Por que nem sempre compreendemos as decisões das esferas superiores? Você encontrará as respostas destas e de muitas outras perguntas no livro Cinco Dias no Umbral.

Por: Osmar Barbosa

LAROYÊ (Lucy Fidelis & Roe Mesquita)



A Umbanda é uma religião relativamente nova, contando com pouco mais de 100 anos de existência. Justamente por isso também apresenta várias questões polêmicas, por não contar um cânone para definir o que é ou não Umbanda, sendo utilizado para tal fim as explicações dos anciões da religião.

Dentro dessas várias polêmicas, encontramos a figura de Exu. Tratado como herói por uns e marginalizado por outros, a figura de Exu nunca encontra uma explicação clara nessa polarização.

Com essa finalidade é que foi desenvolvido o livro Laroyê, desmistificando seu papel e apresentando o mundo espiritual para crianças e até mesmo adultos leigos, sobre o papel central das entidades de Umbanda e da ação de Exu em nossas vidas, mostrando também como esse se afasta do mito tradicional Yorubá. 

Laroyê apresenta de forma muito clara e acessível um exu trabalhando em auxílio benéfico daqueles que o procuram e que possuem a permissão de Deus para serem atendidos.

O Livro Laroyê foi criado e ilustrado por Lucy Fidelis e Roe Mesquita

Sinopse:  “Laroyê conta a história de Pedro, um rapaz que estava precisando de ajuda e encontrou na força de Exu aquilo que ele precisava, para ver dentro dele sua força e coragem.”

Por: Lucy Fidelis & Roe Mesquita

A SAGA DE ORUM (Lara Orlow)



A pedra sagrada do príncipe Oxaguiã está desaparecida e isso está abalando os pilares de sustentação de todo o cosmos, o que pode acarretar na aniquilação não apenas de Orum, como também da Terra. A única esperança dos “dois mundos” é uma antiga profecia, que diz que a raça quase extinta de Guerreiros Sagrados da Terra — descendentes dos Orixás — poderá trazer a paz de volta. Rick, Verônica e Duda são três jovens comuns, completamente despreparados que, do dia para a noite, veem-se com a responsabilidade de salvar o mundo. Mas serão eles capazes de superar tantos desafios? Conseguirão aprender rápido o suficiente para salvar não apenas a vida dos Orixás, mas também as suas? A Saga de Orum é uma história da Literatura fantástica repleta de aventura, e que traz para o leitor uma temática imersa em lendas e mitos africanos.

Por: Lara Orlow

domingo, 18 de setembro de 2016

RITUAIS DE UMBANDA (Evandro Mendonça)



Rituais, é o nome que nós Umbandistas damos a vários tipos de magias que usamos em nós mesmos e no mundo inteiro, com o intuito de ajudar, mudar e melhorar cada vez mais a nossa estadia nesse planeta. Para isso, usamos na maioria das vezes, de meios e rituais espirituais que ainda não podem ser explicados pela ciência, e na maioria das vezes não aceito pela sociedade. Entre eles estão os rituais do fogo, da água, da terra, do ar, das plantas, das oferendas, das cores, dos sons, dos perfumes, cristais etc., que são os principais rituais praticados dentro da Religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda. Para muitas pessoas leigas no assunto, esses rituais ainda são mágicos porque o modo como eles realmente funcionam é incompreensível para a maioria dos usuários. Eles têm a força de fazer com que as mudanças aconteçam, de acordo com a nossa vontade e merecimento, é a força consciente e inconsciente da imaginação e da total concentração na causa ou objetivo desejado. Se observarmos e analisarmos os rituais de inúmeras religiões existentes nesse planeta, encontraremos neles um sentido comum, o de invocar forças espirituais, forças da natureza, entidades, guias, mentores, protetores e etc. O objetivo é o mesmo, preparação, atração dessas forças à concepção da corrente religiosa que a pratica. Muitos dos rituais e magias praticados por leigos ou médiuns, são universais, até mesmo porque, não existe uma única cultura ou sociedade nesse planeta que não pratique algum tipo de ritual ou magia. Todos eles têm seus gurus, xamãs, bruxas, adivinhos, feiticeiros, curandeiros, benzedeiros, padres, pastores, caciques, babalorixás, mestres e etc., e todos eles possuem seus vários instrumentos mágicos como, altares, bastão, varinha mágica, cajado, bola de cristal, espada, facas, búzios, guias, pêndulos, cartas ciganas, tarô e etc. Em certas mãos, esses instrumentos não passam de acessórios comuns, sem valor algum, mais se forem devidamente fabricados, preparados e consagrados, esses instrumentos se tornam grandes reservatórios de energias que podem ser adaptadas, usadas e manipuladas pelos seus portadores, com algum tipo de ritual.Grandes partes desses rituais, praticados dentro da religião de umbanda e sua linha de esquerda, estão relacionados a algum tipo de manipulação de energias positivas ou negativas, magias ou feitiços, que tanto podem ser para o bem como para o mal. Esses rituais de feitiços, magias, encantamentos e etc., nada mais são do que um ato organizado, projetado, lançado e realizado para alterar as probabilidades na direção desejada; ou seja, simplesmente tentar fazer, que algo seja mais ou menos provável de acontecer. A maioria desses rituais, são maneiras ou modos usados para atrair, repulsar, dispersar, concentrar, condensar, manipular e reconhecer nossas energias positivas e negativas. É certíssimo, que em qualquer ritual, do mais bárbaro ao mais espiritualizado, encontraremos sempre, impulsionando sua tendência, os atos e as práticas que devem predispor o indivíduo a harmonizar-se com o objetivo invocado ou desejado, isto é, procurar pô-lo em relação mental com os deuses, orixás, entidades, divindades, forças da natureza, guias, protetores e etc. Até mesmo durante o dia e a noite todos nós realizamos certos tipos de rituais, alguns conscientes e outros inconscientes, mas que influenciam nossas atitudes diárias e principalmente nossas vidas. Portanto, devemos ter o máximo de cuidado na hora de realizar qualquer tipo de ritual, seja ele de Umbanda ou de outra religião qualquer. Temos que saber e ter certeza, para que servirá o ritual, ou seja, o que quero influenciar, quem vai participar do mesmo, onde vou realizá-lo, o que vou usar de materiais e ingredientes, quando vou realizá-lo, que tempo vou precisar para realizá-lo, que tipo de firmeza devo fazer antes de realizá-lo, que roupa vou vestir para realizá-lo, etc., tudo isso para que o ritual que você vai realizar seja de sucesso e não lhe cause problema algum depois da sua realização. Esses tipos de rituais sempre foram conhecidos, desde as mais remotas épocas e antiguidades, e eram como são atualmente, praticados, invocados e realizados, obedecendo a certas regras, conhecimentos, controles, cuidados, fundamentos, sistemas, maneiras de realizá-los e etc. Deu-se, por imposição natural das leis, que não se revelam nunca de uma só vez, a parte que se tornou mais conhecida, lida e propagada, é a que ficou marcada pelo nome de espiritismo, que reviveu como imperativo dos tempos que se aproximavam e veio preparar e abrir em sua época um campo espiritual à humanidade, semeando as primeiras manifestações de uma lei, através destes mesmos e variados rituais, inerentes a um dom universal que, repetimos, era conhecido e usado desde as épocas mais primitivas. Mas, poucos sabem que esses rituais foram, são e sempre serão, regidos por uma lei que sempre se chamou, que a chamamos e sempre chamaremos Umbanda. Portanto, dentro da religião de Umbanda, ter conhecimento dessas leis, forças, rituais e etc., significa poder. Mas, também devemos saber que na prática da religião de Umbanda, invocar uma entidade, mentor, caboclo, guia, mensageiro ou protetor do astral para fazer um pedido de ajuda, é bem diferente de magia negra, onde se conjura um espírito qualquer para trabalhar para você com fins malignos e lucrativos. E se você acha que vai pagar esse tipo de trabalho prestado com migalhas, você é muito inocente, ingênuo ou sem noção alguma de conhecimentos religiosos, astrais ou espirituais, por isso, tome muito cuidado, pois poderá se endividar por milhões de anos, caso use desses meios e artifícios. Esses tipos de trabalhos, conjuros ou rituais não da para provar, testar, experimentar, ou você faz direito e com conhecimentos no assunto ou não faz, porque é muito perigoso e pode ter um resultado fatal. Por isso, conhecimentos desse tipo jamais devemos passar sem saber realmente para quem, e se a pessoa é bastante segura de si para ter e carregar consigo no dia a dia esse tipo de conhecimento. Conjurar espíritos para transferir energias malignas para um ser humano qualquer, e pagar com quinquilharias, ou pequenas oferendas ou rituais, é muito errado e perigoso, você pode ficar devedor milhões de anos à frente para esse espírito, muitas vezes se passando ou dizendo-se “Exu” ou “Pomba-Gira”. Por esse motivo, você deve estudar bem o assunto para saber com o que, e com quem você está lidando, porque você, não pode simplesmente fazer e depois desfazer sem que nada aconteça. A cobrança é certa e você jamais vai conseguir iludir, driblar, enganar ou controlar um espírito que está do outro lado, que vê e sabe de tudo a seu respeito. Você não conseguirá controlá-lo e a consequência é certa, porque dependendo de onde ele se encontra pode até se fazer de tonto, mas não é, e ele é mais esperto do que você e conhece todos os seus pontos fracos e o manipula para fazer cada vez mais esse tipo de trabalho, oferenda, ritual ou conjuração e quanto mais você faz negócios com ele, mais endividado você fica. Caindo que nem um patinho, bobo. Dei essa pincelada nesse assunto, para vocês saberem a diferença entre Umbanda e linha de esquerda, e o que muitos chamam de magia negra.Sei, que muitos dos rituais aqui expostos e citados nessa Obra, entraram em choque com ideias mais ou menos afins, entre outros praticantes e pesquisadores da religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda. Mas, gostaria de deixar claro, que respeito essas ideias contrarias, e que também julgo ter o direito de expor meus pensamentos e ideias, os quais se baseiam nos meus Orixás, guias e protetores e também em muitos anos de experiência como Cacique de terreiro na religião de Umbanda e Babalorixá na Nação Africana. Como é de meu costume, e não me importando com o que os outros falam em relação as minhas obras, tentarei explicar nessa obra e como fiz em outras, o máximo possível, nem que para isso tenha que ser bastante repetitivo nas palavras, pois acredito que um ritual, trabalho, oferenda, magia etc., de Umbanda e Linha de Esquerda, bem feito e com cuidados nos mínimos detalhes, com certeza terá mais chances de dar certo e atingir o objetivo desejado. Além também, de estar pensando não só nas pessoas com um pouco mais de cultura, mas também nas menos favorecidas em termos culturais. São rituais bem simples e fáceis de fazer, e que só vem a somar àqueles médiuns ou terreiros iniciantes, que querem e fazem uma Umbanda com amor e respeito, principalmente os seus rituais antigos e sem invencionices. A você amigo leitor que adquiriu essa Obra, gostaria de explicar-lhe que Rituais de Umbanda é uma junção de vários e antigos rituais de Umbanda, inclusive, alguns já existentes no livro “As Magias de São Cosme e Damião”, também de minha autoria. O motivo que me levou a fazer isso, foi que muitos leitores me pediam vários rituais, como cruzamentos, reforços, batizados, etc., que já se encontravam na Obra “As Magias de São Cosme e Damião”, que talvez pelo nome do título, muitos acabavam não adquirindo achando que só encontrariam coisas sobre Cosme e Damião. Resumindo, é uma obra nova com conteúdo e título novo, para melhor ser assimilado, onde você irá encontrar “As Magias de São Cosme e Damião” revisado e ampliado. Obra, que não será mais impressa individualmente, pelos motivos já citados acima. Um abraço fraterno a você, meu leitor, com muito carinho.

Por: Evandro Mendonça

sábado, 17 de setembro de 2016

RITUAIS DE QUIMBANDA (Evandro Mendonça)



Essa obra é mais um trabalho dedicado aos que querem e buscam um pouco mais de conhecimento sobre como trabalhar com os exus e pombas-gira. São rituais simples, mas muito eficazes, que podem ajudar muito o dia a dia de um médium e de um terreiro de Umbanda. Como sempre fui bastante repetitivo em obras anteriores, nessa também serei para que possam aprender bem, e com isso despertar a curiosidade e criatividade de cada médium praticante da religião de Umbanda e sua linha de esquerda. Espero que façam um bom uso desses rituais, e nunca esqueçam a lei do livre arbítrio, ação e reação e do merecimento de cada um. Somos livres para plantarmos o que quisermos, mas somos escravos para colhermos o que plantamos. Esses rituais não foram escritos e expostos nessa obra com a intenção de ajudar algum médium a prejudicar qualquer pessoa, e sim com a intenção de mostrar o que um médium, com bastante conhecimento, pode fazer para ajudar, mudar ou alterar o destino de uma pessoa dentro daquilo que ele acha que é certo, ou seja, dentro da lei do livre arbítrio. Muitas vezes o que achamos que é certo, é errado, e muitas vezes o que achamos que é errado é certo. Por isso, não devemos esquecer nunca isso, e sempre antes de realizar qualquer tipo de ritual que envolva pessoas, devemos pensar bastante sobre a lei do livre arbítrio. O resultado do ritual realizado, seja ele, positivo ou negativo, deixamos por conta dos exus e pombas-gira, que com certeza sabem o que é melhor para a pessoa, e também por conta do merecimento de cada um. Não podemos esquecer nunca, que somos apenas aprendizes e intermediários entre o mundo material e o espiritual, e a decisão final, nesse caso,ficará sempre a cargo dos exus e pombas-gira. Ninguém melhor do que eles, para saberem se o que estamos fazendo ou pedindo em um determinado ritual, é melhor ou pior para o caminho ou destino de uma pessoa. Então meus irmãos, por termos sido escolhidos e agraciados pelas entidades com esse poder de médium, e de conhecimento sobre a religião de Umbanda, devemos sempre agir com o coração e dentro daquilo que achamos certo, correto, verdadeiro e que jamais possa prejudicar alguma pessoa, e assim estaremos fazendo caridade e cumprindo com nossa missão sem adquirirmos carmas para futuras encarnações. Como já foi dito por grandes mestres espíritas e espiritualistas: “Somos responsáveis por tudo que pensamos, falamos e fazemos nesse planeta”. Por isso, peço à cada dia aos Orixás, Entidades, Guias e Protetores de Umbanda que os pais de santo, babalorixás, caciques etc., possam se unir, se respeitar mais uns aos outros, que tenham mais contato uns com os outros, e que esse respeito seja também entre pai de santo, filho de santo e entre irmãos. Assim estaremos evitando esse leva e traz de filho de santo, que não para em lugar algum, e que além de inventar mentiras do pai de santo ou do lugar que estava, ainda mente que saiu de lá pronto, com faca e todos os axés exigidos na umbanda e sua linha de esquerda, sendo que só tinha uma simples erva na cabeça. Mas, a maior culpa disso tudo são os próprios pais de santo, caciques e babalorixás, que se tivessem mais contatos uns com os outros, antes de pegar uma pessoa que saiu de outra casa, tiraria informação para confirmar e saber realmente o motivo pelo qual saiu e o que fez de fundamento nessa casa. Com isso, melhoraria muito a nossa religião e colocaria freio em muita coisa que acontece no dia a dia de um terreiro, principalmente esse tipo de médium que pula de galho em galho, muitas vezes fazendo intrigas com pais e mães de santo, sem conhecimento e condições alguma de mexer com a vida das pessoas, pois não pode nem com a sua, e estará com casa aberta denegrindo cada vez mais a imagem da nossa querida Umbanda. Muitos desses médiuns perderam o respeito uns com os outros, com o pai de santo e com os mais antigos. Perderam também o fundamento e a raiz da casa que frequentavam e o respeito com a própria Umbanda. Entraram ontem na religião e já acham que sabem tudo, até o suficiente para ficarem desafiando os pais de santo, cacique e babalorixás mais antigos. Onde a religião de Umbanda irá parar com essa nova geração de médiuns? É simples, em lugar algum. Ao contrário de outras religiões, que crescem a cada dia, a nossa querida Umbanda viverá o quanto viver aqueles que estão na Umbanda pela umbanda, ou seja, seus antigos guerreiros, responsáveis, fortes, médiuns e praticantes dos antigos fundamentos de Umbanda. Infelizmente, esse é o fim da Religião de Umbanda. Eles levarão com eles, para o túmulo, todos esses itens citados acima, respeito, fundamento, conhecimento, raiz, responsabilidade, união e principalmente gratidão com seus antigos mestres. Assim, terminará a hera Umbanda dando lugar as outras religiões, que apesar de tudo, vem vindo a cada dia com mais força, respeito, fundamento, conhecimento, raiz, responsabilidade, união e principalmente gratidão com seus antigos mestres. Coisas que hoje, infelizmente, a maioria dos médiuns da Religião de Umbanda não tem. Deixo essas palavras como um desabafo, porque amo e sempre amarei a Religião de Umbanda, até os últimos dias da minha vida nesse planeta. E se tiver que encarnar novamente nesse colégio de aprendizado chamado planeta terra, se puder escolher, quero ser novamente, Umbandista. Encerro minhas palavras, pedindo desculpas a todos os médiuns e praticantes da Religião de Umbanda que não se encaixam nesse comentário, e dizendo que ainda há tempo de não levarmos todo esse fundamento para o túmulo, deixando uma religião forte, linda e bonita, para os que virem depois de nós, darem continuidade a esse culto tão lindo chamado Umbanda. E para que isso aconteça é bem simples, basta os Pais e Mães de Santos, Babalaôs, Babalorixás, Caciques e Chefes de Terreiros, se unirem cada vez mais em nome da nossa tão querida Umbanda. Espero que realmente gostem do livro, porque foi feito com amor pela religião e com o intuito de ajudar meus irmãos Umbandistas. Felicidades, um bom Axé a todos, e até um próximo encontro!

Por: Evandro Mendonça

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ORIXÁS E SUAS OFERENDAS (Evandro Mendonça)



Prezado leitor, é sem pretensão alguma, a não ser de colaborar e ajudar e ao mesmo tempo com muito orgulho, que tenho a honra de passar a vocês este belíssimo trabalho referente a oferendas dos Orixás. Esta Obra é mais um trabalho do autor, destinada a futuros Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos etc. que têm a ânsia, a força de vontade e o direito de aprender os fundamentos religiosos das nações africanas dos Orixás praticadas em solo brasileiro-- muitas vezes por egoísmo, falta de conhecimento ou até mesmo para que os futuros Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos etc. não fiquem na dependência religiosa do seu feitor, Baba e até mesmo do templo religioso, pois o mesmo acaba não transmitindo todos os seus conhecimentos a seus sucessores. Dentro da religião africana não existem trabalhos, rituais, magias, oferendas e segredos que não possam ser transmitidos a esses futuros religiosos. Os cultos africanistas nos legaram esse poder, e quem pratica esses cultos com seriedade e sabedoria têm o direito de viver esse mistério e conviver com estas magias que podem até mudar a vida das pessoas. Sim, podemos mudar muita coisa, inclusive mexer com o destino da pessoa, desde que isso seja feito com cuidado e responsabilidade. Podemos alterar, nem que seja um pouco, o curso de muitas coisas e o destino das pessoas devido a essa intimidade com os Orixás, a natureza e suas energias. Tudo isso graças aos negros africanos que nos presentearam com esses rituais fantásticos, emocionantes, fascinantes, empolgantes, comoventes e altamente perigosos e eficazes, capazes de mudar a vida dos seres humanos. A prática de cada item citado nessa obra pode ser feita por leigos, iniciantes ou médiuns de qualquer religião ou nação africana. As oferendas apresentadas são universais e podem ser praticadas em qualquer estado ou país, modificando-se apenas alguns itens, números ou cores, se for necessário, conforme a nação africana. Elas também podem ser praticadas por pessoas dos mais diversos segmentos religiosos, desde que acreditem nos Orixás, tenham fé, confiança e convicção. Todos e quaisquer tipos de oferendas são métodos que podem ser usados para ativar as forças da natureza, dos Orixás e também as nossas próprias forças. Para realizar uma oferenda, há de se ter o máximo de cuidado com o quê, onde e para quem oferendar. Uma oferenda correta num local ou Orixá errado ou uma oferenda errada num local ou Orixá certo, pode não causar efeito algum e até mesmo causar efeito contrário. As oferendas são rituais compostos de comidas, frutas, bebidas, carnes, flores, velas, orações e todo e qualquer tipo de ofertas ou agrados que costumamos oferecer aos Orixás. Essas mesmas oferendas servem para homenagear, cultuar e fortalecer os nossos vínculos com os Orixás, e também são muito usadas em formas de trabalhos, seguranças, firmezas e defesas para que eles possam nos ajudar e nos defender das coisas ruins no nosso dia a dia. É um dos métodos mais práticos de se ativar as energias e correntes positivas, a fé, a autoconfiança e a convicção de que será alcançado o desejo pedido. Essas oferendas atraem, concentram e canalizam energias e correntes positivas, condensam, dispersam e repulsam energias e correntes negativas. Todas as oferendas podem ser feitas em diferentes pontos de força dos Orixás, como mar, rios, mata, pedreira, cruzeiro, cemitério, beira de estrada, locais movimentados, assentamentos ou em seu altar dos Orixás.Uma oferenda pode ser simples ou farta, que produzirá o mesmo efeito. O importante é fazê-la com amor, fé e confiança nos Orixás e principalmente em si mesmo. Quando bem apresentada, eleva consideravelmente a força fluídica que se encontra ao redor do perispírito (energia perispiritual). Essa é uma das energias que as entidades manipulam e direcionam para ajudar na realização dos nossos desejos. Como é de costume na religião africana em todas as nações, além das oferendas, ofertas e agrados aos Orixás os Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos etc. costumam oferecer uma grande festa anual ao seu Orixá e também aos seus convidados em forma de agradecimento por tudo o que se conseguiu até o momento. Sempre há alguém oferecendo alguma coisa em algum lugar. Em diversos estados e países, há pessoas de diferentes crenças religiosas que oferecem algo, conforme sua cultura e crença religiosa em troca de paz, saúde, felicidades, progresso etc. Nas oferendas dos Orixás, como em todo preceito espiritual e trabalhos de origens africanas, para que cada um de nós tenha êxito e consiga o que deseja, é fundamental que tenhamos fé, confiança e convicção. E, naturalmente, confiança nas forças que o executam, e também, no fim justo e bom do que se deseja conseguir. Todas as oferendas contidas nesta obra são eficazes. No entanto, dependem muito do sacrifício, fé e merecimento de cada um, pois elas só trarão um bom resultado se forem usadas por pessoas honestas e por uma boa causa. Caso contrário, elas não terão efeito algum. Nenhum Orixá admitirá ou permitirá que a desonestidade se espalhe entre os irmãos de religião africana e até mesmo de outras religiões. São oferendas simples, mas de muito fundamento e que com certeza ajudará muitos adeptos novos, iniciantes ou até mesmo simpatizantes da religião africana. Deixo claro também que essas oferendas, as características dos Orixás e de seus filhos que irei ensinar não têm nada de misterioso e tampouco estou desvendando os segredos do Axé: são apenas sugestões didáticas e tradicionais do povo africanista que também poderão sofreralgumas alterações de cor, número, dias etc., conforme o estado, país ou nação africana praticada. Com elas estamos apenas ordenando e auxiliando milhares de simpatizantes que estão por aí abrindo casas e se intitulando Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos, agindo por conta própria, ao sabor das ondas da imaginação, sem um conhecimento básico sobre a cultura africana e sem fundamento algum. Como não podemos controlar essas ervas-daninhas que se espalham cada vez mais pelo país deteriorando e prejudicando o nome da religião africana, vamos procurar ensiná-los, orientá-los e capacitá-los para que façam pelo menos um pouco certo os seus rituais e trabalhos, pois assim não prejudicarão tanto a religião e principalmente a vida das pessoas que lhe procurarem pedindo algum tipo de auxílio através dos Orixás. As oferendas dos Orixás que irei ensinar são algumas das mais simples das muitas que existem e você pode levar como oferenda, trabalho, defesa ou firmeza sua, ou de alguém conhecido que esteja precisando de ajuda, direto ao ponto de força dos Orixás. Ex: praia, rio, mata, cachoeira, mar, estrada, encruzilhada etc. juntamente com uma vela na cor pertencente ao mesmo, ou, se preferir, pode-se arriar no seu assentamento ou altar dos Orixás velando de 3 a 7 dias mais ou menos e despachando num dos pontos de força conforme o Orixá, e de preferência afastado de casas residenciais, ou ainda se preferir, depois de velar pode enterrar no seu pátio sem problema algum. Como já foi dito, essas oferendas feitas com fé, além de ativar as nossas forças, ativam também as forças da natureza que são os Orixás, atraem, concentram e canalizam energias e correntes positivas, condensam, dispersam e repulsam energias e correntes negativas. Por esse motivo, aconselho que sempre que você puder, faça uma oferenda ao seu Orixá ou a um determinado Orixá caso não saiba qual é o seu, pois eles são as forças da natureza que nos move no dia a dia. Podem ser colocadas em cima de folhas de mamoneiro, bananeira ou numa bandeja de papelão forrada comAntes de arriar ou velar essas oferendas, elas podem ser passadas no corpo de uma pessoa que estiver necessitando de ajuda, podendo ser feita no dia da semana correspondente ao Orixá ou a qualquer dia e hora no seu assentamento ou altar dos Orixás ou ainda direto ao ponto de força do Orixá. Porém, se for levar direto ao ponto de força do Orixá, deve ser feito pela manhã cedinho, bem à tardinha ou à noite se preferir,. O mesmo vale para a hora de despachar ou enterrar, caso seja velada no assentamento ou altar dos Orixás. Qualquer tipo de oferendas que irei ensinar no decorrer desse livro, pode ser feita por qualquer tipo de pessoa, independente de cor, raça, situação financeira, crença religiosa e até mesmo de nação africana – nagô, cabinda gegê, ijejá, candomblé, oyó etc. Essas oferendas podem ser oferendadas aos Orixás,com varias finalidades como foi dito anteriormente, podendo também serem acompanhadas do sacrifício de uma ave (galo, galinha, angolista, pombo etc.) na cor e tipo correspondente ao Orixá e a sua nação africana. Mas, esse ritual só pode ser feito por pessoas capacitadas e que tenham conhecimento no assunto e principalmente Axé de faca (mão de faca), portanto, só pode ser feito por Babalorixá, Ialorixá, Pai de Santo, Mãe de Santo, Babalaô, Zelador de Santo etc. Ou seja, por pessoas que cultuam os Orixás pelo lado africano (nagô, cabinda gegê, ijejá, candomblé, oyó etc.) e não pelo lado de Umbanda, que não pratica qualquer tipo de cortes ou sacrifícios de animais aos seus Orixás. Não ensinarei como sacrificar a ave, nem sobre o destino que será dado a mesma depois de sacrificada. Até mesmo porque quem usar desse preceito com certeza saberá sacrificar e dar o destino certo à ave sacrificada, baseado na sua raiz, preceito ou fundamento da nação africana que se pratica – e que varia muito de uma nação para outra – cuidando sempre e tendo o máximo de atenção possível para não prejudicar ou ofender a comunidade, a natureza e principalmente os Orixás do panteão africano. Há muitos outros Orixás, Voduns, Inkicis, Erumalés etc. que não serão citados nesta obra porque não são muito cultuados no Brasil, assimcomo em alguns locais de suas próprias origens em que certos Orixás que ocupam uma posição dominante em alguns lugares estão totalmente ausentes em outros. Por exemplo, o culto de Xangô, que ocupa o primeiro lugar em Oyó, é oficialmente inexistente em Ifé, onde um deus local, Oramfé, está em seu lugar com o poder do trovão. Oxum, cujo culto é bastante marcante em Ijexá, é totalmente ausente em Egbá. Iemanjá, que é soberana em Egbá, é totalmente desconhecida em Ijexá etc. Se repararmos, isso também acontece mais ou menos parecido no Brasil, onde um terreiro em que a pessoa que comanda pertence ao Orixá Xangô, tem esse Orixá como figura de destaque no terreiro, porém quando essa mesma pessoa de Xangô que comanda o terreiro aprontar um filho de outro Orixá, como Ogum, com todos os assentamentos e axés exigidos dentro do ritual, e liberá-lo para abrir seu próprio terreiro, esse primeiro Orixá, no caso Xangô, continua sendo cultuado juntamente com os outros Orixás e seus assentamentos, mas perde o destaque para o Orixá Ogum, que é o dono da cabeça do médium e agora comanda o novo terreiro. Só com este pequeno relato pode-se ter uma ideia do que é a união, parceria e irmandade dos Orixás, em que tanto faz se estiver um ou outro no poder, pois as suas responsabilidades com seus pupilos, médiuns, consulentes e também com a natureza e até com a evolução do planeta, continua a mesma, onde cada um faz a sua parte para manter o equilíbrio de tudo, sem distinção de quem está no poder ou não. Pena que isso não acontece com a maioria dos seres humanos. Portanto, nessa obra só serão citados alguns dos Orixás mais tradicionais e cultuados no Brasil e algumas de suas Oferendas. Encerro esta introdução pedindo a todos os Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos, Filhos de Santos e simpatizantes que divulguem mais a religião africana, assumam ser africanistas, conversem, expliquem, ensinem os que não têm noção alguma, troquem trabalhos, rituais, magias com os mais antigos, não levem para o túmulo todos os seus conhecimentos e vivências dentro da religião, deixem com alguns filhos, sejam amigos, irmãos, colegas, companheiros de religião. E já que temos e cultuamos nossos Orixás no Ori (cabeça), que sejamos unidos como se fossemos um panteão dos Orixás, onde cada um faz e controla a sua parte para que haja sempre o equilíbrio nesse planeta. Só assim faremos com que nós, nossos Orixás e nossa religião sejam mais respeitados e cresçam a cada dia que passa. Tenho certeza de que se assim agirmos agora, com o passar de alguns anos e mesmo não estando mais aqui nesse planeta, ainda assim em espírito nos sentiremos orgulhosos de termos colaborado e feito parte do crescimento da religião africana em solo brasileiro, sentindo na alma aquela sensação do dever cumprido para com os Orixás e com os nossos irmãos que ainda permanecem nesse planeta de aprendizados. Não somos apenas um ramo religioso, somos uma religião séria, somos respostas aos seres humanos, somos uma missão no Universo. Está em nossas mãos, Babalorixás, Ialorixás, Babalaôs, Pais, Mães e Zeladores de Santos, Filhos de Santos e simpatizantes de todas as nações a responsabilidade de continuarmos a vontade de todos nossos Orixás, deixando um legado para os que vierem depois de nós. Que a força de todos os Orixás, de Bará à Oxalá, possa estar sempre junto de vocês, meus queridos Irmãos. AXÉ!

Por: Evandro Mendonça

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ORIXÁS - SEGURANÇAS, DEFESAS E FIRMEZAS (Evandro Mendonça)



Caro leitor, esta é mais uma obra que tem apenas o humilde intuito de somar a nossa Religião Africana. Espero com ela poder compartilhar com meus irmãos e simpatizantes africanistas um pouco mais daquilo que vi, aprendi e escutei dos mais antigos Babalorixás, Yalorixás e Babalaôs, principalmente do meu Babalorixá Miguel da Oyá Bomí. São ensinamentos simples, antigos, porém repletos de fundamento e eficácia na Religião Africana; alguns até mesmo já esquecidos e não mais praticados nos terreiros devido ao modernismo dos novos Babalorixás e Yalorixás e suas vontades de mostrar luxúrias, coisas bonitas e fartas para impressionar os olhos alheios. Além de serem de baixo custo para manter sempre no altar ou nos assentamentos dos Orixás, como defesa, segurança, firmeza ou até mesmo como trabalhos ou oferendas, esses apetés, calços, cabeças, ecós e olhos dos Orixás hoje são desprezados por muitos iniciantes na Religião Africana que os julgam desnecessários. Eles não sabem que a força de um Orixá não está na grandeza de uma oferenda farta ou na luxúria, e sim no fundamento e na ciência de como é feita e oferecida a oferenda ou o trabalho. Às vezes sou criticado por ensinar em livros certos trabalhos e rituais que muitos consideram segredos da Religião Africana. Ora, meus irmãos, tenho certeza de que aqueles que me criticam o fazem porque têm medo de um livro básico da Religião Africana, que é o mínimo que deveriam saber e ensinar para seus filhos a fim de que a nossa religião não desapareça com os anos, junto com seus Axés.Ainda em relação a quem me critica, gostaria muito de saber até que ponto vai seus fundamentos e conhecimentos africanistas para que tenham tanto medo de um livro que só vem somar, trazer cultura e conhecimento para os adeptos da Religião Africana, principalmente os novos. Além disso, qualquer ser humano por mais inocente que seja sabe que ler é cultura, mesmo que seja um pedaço de jornal velho. Saibam esses que me criticam que toda crítica é construtiva e, quanto mais as recebo, mais construo em cima delas para ajudar e favorecer meus irmãos africanistas. Por isso, adoro críticas, elas criam dúvidas, fazem-no pensar e buscar conhecimentos, pois, assim, sou eu e serei até os últimos dias da minha vida. Na maioria das vezes pratico até mesmo a autocrítica. Sou bastante repetitivo nas minhas obras porque acredito que quanto mais se repete mais se aprende. Procuro sempre utilizar uma linguagem simples e fácil de entender para que meus irmãos de menos cultura compreendam, entendam e aprendam melhor tudo que está escrito nesta e em outras obras minhas. Como o nome do local onde estão os assentamentos dos Orixás muda de um estado para o outro, no decorrer desta obra, toda vez que citar Altar dos Orixás estarei me referindo a Quarto de Santo, Peji, Congal, Santuário, Assentamentos dos Orixás entre outros. Além disso, todo o conteúdo desta obra pode ser praticado por médiuns, leigos e iniciantes na Religião Africana e pelos mais diversos segmentos religiosos, independentemente de cor ou raça, mas que, sem sombra de dívida, tenham fé nos Orixás. Entre eles, diversas nações africanas sobre as quais foram feitas diversas pesquisas, estudos e comparações para que pudéssemos fazer um trabalho que servisse a todos (nagô, cabinda jejé, ijejá, candomblé, oyó etc.), desde que não envolva sacrifícios de animais (corte) – a não ser que a pessoa a realizar esse ritual tenha bastante conhecimento e seja devidamente preparada para tal fim, entre elas Pai de Santo, Mãe de Santo, Babalorixá, Yalorixá, Babalaô etc. Também não se esqueçam de que o resultado de cada trabalho ou oferenda depende muito do sacrifício, fé e merecimento de cada um. Por isso, antes de qualquer trabalho, ritual ou oferenda, é sempre bom refletir bastante sobre sua conduta, vida, seu modo de viver e agir perante seus irmãos. Depois, é preciso fazer uma reforma íntima que com certeza o ajudará muito no seu objetivo desejado. Não há necessidade de fazer e manter semanalmente todos esses Apetés, Calços, Cabeças, Ecós e Olhos, apenas alguns, que podem variar de vez em quando. Alguns Orixás possuem as mesmas variedades e formas de apetés, ecós, calços, olhos e cabeças, outros têm mais do que outros, já que são Orixás de frente, outros de guerra, de rua, de mato, de praia, de mar etc. Em outras palavras, alguns são Orixás de pontos de força diferentes e outros são os Orixás maiores. Esses apetés, ecós, calços, olhos, mãos e cabeças são oferendas, comidas, agrados, entre outros que costumamos oferecer aos Orixás. Eles também são muito usados em formas de trabalhos, seguranças, firmezas, defesas e rituais para os nossos Orixás, para que possam nos ajudar e nos defender das coisas ruins do dia a dia. Tenho certeza de que, se você os adaptar ou usá-los seguidamente em casa ou no terreiro, sua situação irá melhorar muito em todos os sentidos. Como não desejo estender muito esta introdução, gostaria de deixar mais alguns lembretes que considero importantíssimos: ▶▶Não esqueça: você tem o livre-arbítrio para fazer ou não qualquer oferenda, trabalho ou ritual para os Orixás desta obra. Se será atendido, dependerá da sua fé, conduta e merecimento. Além disso, é de sua responsabilidade tudo o que fizer, oferecer ou pedir aos Orixás. ▶▶Se você for um Pai de Santo, Mãe de Santo, Babalaô, Babalorixá, Yalorixá entre outros, feito e pronto na Religião Africana, independentemente da nação, e de posse de todos os Axés, principalmente obé (faca), com certeza está apto e, caso queria, pode acrescentar nesses trabalhos, rituais, seguranças, firmezas, calços, apetés, ecós e oferendas uma ave do tipo e da cor de acordo com a sua nação africana e o Orixá a que for destinado. ▶▶O procedimento do corte e o destino dos animais devem estar de acordo com a sua nação africana (jejé, nagô, ijejá, oyó, cabinda, candomblé etc.), o restante segue como de costume, como será ensinado posteriormente. Mas, veja bem, o corte só é válido e usado por pessoas devidamente preparadas e que cultuam os Orixás pelo lado africano (acima citados) e não pelo lado de Umbanda em que não se pratica qualquer tipo de sacrifício de animais aos seus Orixás. ▶▶As quartinhas, guias, correntes ou qualquer material físico usados nos trabalhos ou oferendas devem obrigatoriamente ser lavados com mieró (amací) antes de ser utilizados. ▶▶Como é meu costume lembrar em cada obra escrita por mim e com o auxílio de minhas Entidades, tenha muito cuidado com as velas, materiais, vasilhas e utensílios utilizados em oferendas, arriados ou despachados nos pontos de força da natureza que possam prejudicar, danificar, comprometer e até mesmo sujar o nosso planeta. Procure sempre utilizar materiais que se decomponham facilmente no tempo. Que esses poderosos Orixás tenham misericórdia de cada um de nós e derramem suas bênçãos sobre a nossa vida e nosso lar para que possamos ter mais sorte, saúde, felicidade, prosperidade, encaminhamento, força, luz e caminhos abertos. Um abraço fraterno a todos os meus irmãos. Axé!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ARSENAL DE UMBANDA (Evandro Mendonça)



Irmãos, simpatizantes, leigos, iniciantes ou médiuns da religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda, Desde a data 15 de novembro 1908, considerada pelos umbandistas a sua fundação em solo brasileiro, há na Religião de Umbanda muitas divergências na sua origem, como cultuar, materiais, usar ou não tambor, e outras divergências muitas vezes dos seus próprios médiuns, principalmente em relação à data de fundação, por alguns dizerem que a Umbanda já existia anteriormente. Como todos sabem, há em nossos estados muitos terreiros de Umbanda pura e também aqueles que se dizem cruzados, cultuando a religião de Umbanda de diferentes formas e maneiras e usando diferentes materiais nos seus trabalhos ou rituais de Umbanda. Muitasvezes esses materiais são diferentes apenas no nome, em razão do estado em que está localizado o terreiro. Como a Umbanda ainda não tem uma codificação dos seus trabalhos, rituais e materiais utilizados nos seus terreiros, tomamos a liberdade de fazer uma coletânea de nomes, materiais, símbolos, instrumentos, significados e utilização dentro dos terreiros de Umbanda. Em virtude da força da Umbanda ser muito grande e dividida em várias linhas, por exemplo, Umbanda Pura, Umbanda Branca, Umbanda Cruzada, Umbanda Esotérica, Umbanda Espírita, Umbanda Oriental, Umbanda Kardecista etc., ela é praticada em várias cidades, capitais, estados e até mesmo em diferentes países, por isso não temos como citar a imensidão de todos os materiais e rituais utilizados em suas práticas, inclusive por falta de conhecimento de muitos que são praticados dentro dos terreiros de Umbanda e sua Linha de Esquerda. Portanto, esses são apenas a minoria dos tradicionais utilizados no dia a dia dentro da maioria dos terreiros de Umbanda. Quero deixar claro a todos os irmãos Umbandistas que nessa coletânea estamos expondo nomes, materiais e instrumentos usados não só nos terreiros de Umbanda Pura, como também nos terreiros de Umbanda Cruzada. Com a melhor das intenções, esperamos com esse trabalho colaborar com o acervo da Umbanda para que futuros médiuns possam usufruir do mesmo. A religião de Umbanda está crescendo em disparada em todas as nossas cidades, estados e até mesmo fora do Brasil. Baseado nesse acontecimento, cremos na necessidade de mostrar um pouco mais sobre os materiais usados nos terreiros de Umbanda, principalmente para esses novos terreiros que estão abrindo. Como já disse anteriormente, há muitas diferenças nos nomes, rituais, magias, oferendas e trabalhos realizados dentro dos terreirosde Umbanda. Por isso, tentaremos mostrar nessa obra como são chamados alguns diferentes nomes que tem o mesmo significado dentro da Umbanda. Mas se houver, por parte de algum irmão mais intelectualizado sobre a religião de Umbanda, alguma divergência sobre algum nome, material, instrumento, significado ou utilização do mesmo, além dos que não foram citados, peço que me perdoe. Pois entre um aluno e um professor sempre haverá diferenças, porém, enquanto eu estiver encarnado nesse plano, vou me considerar sempre um aluno em todos os sentidos, e direcionar tudo o que aprendi aos irmãos que também se consideram alunos. Não me considero o dono da verdade, e encontramo-nos em estados com diferentes culturas, e volto a repetir, como todos os irmãos sabem, a Umbanda ainda não possui uma codificação, e enquanto isso não acontecer, temos que ajudar uns aos outros, mesmo com erros e acertos. Só assim conseguiremos levantar ainda mais o nome da religião de Umbanda e poderemos dizer que somos irmãos e verdadeiros Umbandistas. Vamos dar um basta ao orgulho, egoísmo e ambição. Vamos nos reconciliar por dentro, com nossos irmãos, com a nossa cidade, país, com o mundo, porque no final das contas veremos que somos todos aprendizes da vida, da fé e das religiões. A Religião de Umbanda, uma Entidade de Umbanda, um ponto riscado, uma erva, uma oferenda, não é e não pode ser exclusividade de ninguém, isso tudo pertence a quem praticar. Então, meus irmãos, em vez de criticar os humildes trabalhos dos outros irmãos, vamos nos unir e fazer como os espíritos, guias e protetores de Umbanda fazem na aruanda. “Com aqueles que sabem mais vamos aprender, e com aqueles que sabem menos vamos ensinar.” Assim, juntos aprenderemos e ensinaremos sem críticas ou preconceito algum.Vamos compartilhar conceitos e dividir experiências do dia a dia em nossos terreiros de Umbanda, afinal de contas, um só médium e uma só entidade não pode saber tudo. Essas divergências ou diferentes formas de se cultuar a Umbanda dentro dos terreiros devem nos unir e não nos separar, pois como todos sabem quando chega a noite a lua aparece e brilha para todos os terreiros, e quando chega o dia, o sol também aparece e brilha para todos os terreiros de Umbanda sem distinção alguma, nem de quem sabe mais ou nem de quem sabe menos. O Umbandista que não presta a caridade, não ajuda os seus irmãos, e as outras pessoas até mesmo com uma palavra, não divide seus conhecimentos e experiências, não se preocupa com os menos informados e favorecidos, não ensina e não se interessa pelo futuro da Umbanda, não tem o direito de pedir alguma coisa aos Orixás, Guias e Protetores de Umbanda, e, será que estes têm obrigação de atender os seus pedidos? Pense nisso! Que Oxalá nos abençoe com paz, saúde, felicidade, prosperidade, e que o povo da esquerda nos guie e nos indique a direção certa, abrindo todos os nossos caminhos materiais e espirituais para quando deixarmos essa vida, possamos fazê-lo com a certeza de vitórias e conquistas para as vidas futuras. Espero mais uma vez, humildemente e sem pretensão alguma a não ser ajudar, estar com este trabalho colaborando com os meus irmãos umbandistas, principalmente com os iniciantes na religião de Umbanda. Acreditamos e aceitamos que a Religião de Umbanda e seus médiuns têm que evoluir. Jamais devemos deixar de ser uma religião com características e preceitos que atinjam todos os espíritos encarnados e desencarnados e todas as camadas, principalmente as mais simples e populares, caso contrário, não é Umbanda.Certo guru ensinou para um discípulo, que se sentia deprimido frente às dificuldades da existência: “Deves ver-te como de fato és: um espírito em roupagem terrena. A verdadeira pessoa, o “Eu” que és, não é esse teu corpo, como eu não sou este meu corpo – coisas frágeis e sofredoras. Somos espíritos imortais e divinos. Fortes e indestrutíveis. Sempre tendentes a melhorar, a aperfeiçoar, a apurar nossas qualidades. Estamos nesse momento em missão aqui na terra, que não sabemos qual seja, mas que fatalmente será para o nosso bem.” 

Por: Evandro Mendonça

CARMEN MARIA A SAGA DE UMA ALMA SENSUAL EM BUSCA DA LUZ (Anna Ponzetta)



O desejo ardeu em Carmem por muitas encarnações. Seu magnetismo cruel e envolvente foi responsável pelos mais torpes delitos e injustiças. O prazer provocou a dissolução de inúmeros lares, e a revolta em muitas mulheres. O cinismo virou esperteza, a esperteza desencadeou a astúcia e esta desenvolveu nela um forte poder de sedução, que passou a ser sua maior arma diante da vida. E assim, os débitos com a Lei foram se acumulando, vida após vida. Carmem então começou a colher os frutos de sua conduta moral: condenada à fogueira pela “Santa Inquisição”, ardeu acompanhada por um grupo de almas delituosas que passou a fazer parte da trama de sua trajetória, repleta de árduas expiações. Dentre experiências de ida e vinda, Carmem reencarna em humilde família espanhola e conhece a dor do estupro, da perda do lar em tenra idade, da separação dos pais, enfim, da vida nas ruas, sob o jugo da caridade alheia. Tem início aí a sofrida busca dessa alma para vencer sentimentos mesquinhos e ganhar a liberdade, depois de longo período de escravidão. Detalhes instigantes do esquema traçado pelo Alto para que a nova missão de Carmem tenha êxito são narrados por guardiões que amparam a sua trajetória nos dois lados da vida. Trama envolvente, que aborda temas fortes, cercados de preconceitos e tabus, que mexe com sentimentos e atavismos dos seres, e que esclarece principalmente importantes aspectos ligados às bases de um projeto expiatório, faz prender a atenção do leitor pelo dinamismo com que é narrada. Carmem Maria é um romance para muitos, mas preferencialmente para aqueles que querem aprender pela luz do esclarecimento.

Por: Anna Ponzetta

ILÊ AXÉ UMBANDA (Evandro Mendonça)



Como bom médium que tento ser, às vezes tenho a capacidade de penetrar nas dimensões espirituais das Entidades, mas, devido à minha ignorância, minhas palavras são pobres e deficientes para expressar esses reinos espirituais. Como todos vocês sabem, essa capacidade de penetrar nesses reinos difere de médium para médium, pois depende muito do nível de conhecimento e grau de evolução espiritual de cada um. Não sei se sou um escolhido, predestinado, iluminado ou se adquiri esse dom por meios das minhas árduas buscas e consultas sobre a religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda, tentando interpretá-la cada vez mais. Mas posso garantir a todos os meus irmãos que adquirir conhecimento, cultura e fundamentos sobre a religião de Umbanda não é fácil: ou se adquire por meio de buscas árduas, ou se é escolhido; e com certeza poucos o são. Por isso, peço desculpas antecipadamente aos meus irmãos se em algum momento deste trabalho eu tenha interpretado mal alguma mensagem ou resposta ditada a mim pelo Senhor Caboclo Ogum da Lua, pois penetrar em dimensões e reinos espirituais superiores e inferiores não é fácil e, mesmo tendo bastante cuidado, às vezes se torna muito difícil a compreensão e interpretação desses reinos, dimensões ou mundo espiritual.Quando o Caboclo Ogum da Lua se apresentou para mim numa sexta-feira, no dia 11 de fevereiro de 2011, às 22 horas, falando da necessidade de nós fazermos este livro, fiquei um pouco apavorado, pois sabia da responsabilidade que recairia sobre mim, tal como se deu nos outros livros. Mas sabia também das dúvidas que as outras obras haviam gerado anteriormente e que tinham de ser esclarecidas por mim, por isso aceitei o desafio. Rindo, ele me disse que eu já estava na fogueira e que agora não poderia voltar atrás, mas poderia contar com ele para dar as respostas, durante toda a trajetória desta obra, e que nós não iríamos escrever sobre o que aconteceu ontem nem sobre o que vai acontecer amanhã nos terreiros de Umbanda, e sim sobre o que acontece hoje: a realidade dos terreiros, dos médiuns e das entidades de Umbanda. De fato, depois de lançar os livros, muitos leigos, amigos, irmãos, telefonemas, cartas e e-mails chegaram até mim, com várias dúvidas sobre a religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda. A maioria delas era simples, mas são dúvidas que acompanham o médium de Umbanda no seu dia a dia e que muitas vezes não são esclarecidas nos terreiros. O caboclo falou-me que outras dúvidas importantes das pessoas e que não chegaram até mim seriam também ditadas por ele, e também que não é – nem deverá ser – a nossa intenção sermos donos da verdade, e sim apenas ajudar os irmãos mais leigos que ainda estão perdidos na religião de Umbanda e sua Linha de Esquerda. Ele me disse também que alguns irmãos que quiserem mais informações devem procurar outras fontes em outros grandes escritores, pois aqui será apresentado apenas o básico do dia a dia de um terreiro de Umbanda. Após a nossa longa conversa, que não é necessária ser citada por completo, marcamos para a próxima sexta-feira às 22 horas a primeira sessão para iniciarmos esta obra. E o dia chegou! Começa agora o diálogo entre o médium Evandro e o Caboclo Ogum da Lua. Omitimos os nomes de ambos, por ser óbvia a origem de cada fala.

Por: Evandro Mendonça

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A CABANA DE PAI INÁCIO (Anna Ponzetta)



Raras obras terão conseguido, como esta, oferecer um painel tão completo, nos dois lados da vida, do delicado complexo que é um centro umbandista dedicado à verdadeira caridade. Pai Inácio é o guia-chefe responsável pela criação e expansão de um terreiro, nos primórdios da umbanda, logo após o advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas através de Zélio de Moraes. Ele e Mãe Joana, personagens já conhecidos do público após o sucesso da obra A História de Pai Inácio, são mentores dessa casa. Na estruturação do templo, vão sendo introduzidas as diversas linhas da umbanda. São os pais e mães velhos, com sua sabedoria, os caboclos, as crianças, e finalmente, para grande espanto dos encarnados, os guardiões ou exus e as pombas-giras – estes, vistos com a desconfiança habitual dos que desconhecem sua verdadeira natureza. A cada um deles, as elucidações de Pai Inácio são claras e precisas, valendo por um manual de entendimento da atuação dessas falanges. Paralelamente, a narrativa vai desdobrando, no plano material, percalços e figuras típicos. A cura da vaidade mediúnica de um líder, a desonestidade de quem lucra com trabalhos espirituais junto com líderes das Trevas, o papel transformador de uma doença, a preparação de uma médium-chefe do terreiro, a sensitiva desarmonizada que foge do compromisso mediúnico, e muitos outros – um painel didático dos problemas típicos do universo mediúnico. Acrescentam-se casos de atendimento espiritual que tipificam obsessões e a respectiva explicação cármica. Inestimável contribuição a trabalhadores e estudiosos da Espiritualidade, esta obra, de forma envolvente e agradável, é precioso compêndio prático sobre os bastidores do universo umbandista.

Por: Anna Ponzetta

EXU, POMBA-GIRA E SEUS AXÉS (Evandro Mendonça)



É com prazer que ofereço essa belíssima obra referente à Liberação dos Axés de Exu e Pomba-Gira. É uma obra direcionada a todas as pessoas que querem evoluir junto com seus Exus e Pombas-Giras e dentro de seus terreiros ou até mesmo em particular, na suas residências. Em primeiro lugar, eu quero explicar o significado da palavra “Axé”, palavra essa que usaremos muito. “Axé”, força, luz, poder espiritual, (tudo o que está relacionado com a sagrada religião), objetos, Pontos cantados e riscados, limpezas espirituais etc., são poderes ligados às Entidades. Portanto, quando nos referimos a um determinado item referente à Religião contendo a palavra Axé antes estamos nos referindo à força, poder que esse item tem relacionado à Entidade. Quando falarmos em liberação dos Axés de Exu e Pomba-Gira, (Axé de Faca, Axé de Capa, Axé de Chapéu etc.) estamos falando em mais força e poder que estamos dando a Entidade aqui na terra, além da que ela já possui. Nenhum Exu ou Pomba-Gira quer usar uma Capa, Chapéu, Bengala etc. simplesmente para ficar bonito ou alguma finalidade esses utensílios devem ter quando são usados aqui na terra.Você verá que a pessoa nasce, aprende a falar, caminhar, cresce, aprende a trabalhar e se forma em alguma coisa, gera uma família, fica velha, morre, e deixa muitos frutos, cumprindo assim sua evolução material do começo ao fim. Assim é com os Exus e Pombas-Giras: eles vêm devagar e incorporam nas pessoas, aprendem a falar nossa língua, aprendem a trabalhar aqui na terra para ajudar sua matéria e também outras pessoas. Verá também que a pessoa que passa por toda essa evolução citada anteriormente, com certeza foi uma pessoa boa, honesta, responsável. Com o Exu e Pomba-Gira é a mesma coisa. Se recebeu seus Axés um por um, é porque fez por merecer, ajudando seu filho e outras pessoas cada vez mais, a cada novo Axé recebido. Portanto, os Axés devem ser dados espaçadamente, conforme a evolução do Exu, Pomba-Gira e da matéria; não adianta uma Entidade com todos os Axés e muitas vezes a matéria que ele ocupa está desempregada por meses ou anos, passando até mesmo por dificuldades financeiras, ou até mesmo uma Entidade com todos os Axés e a matéria ser uma pessoa totalmente irresponsável. Baseado nisso, devemos nós médiuns, manter esses rituais de Axés com os Exus e Pombas-Giras, velhos e novos que vêm chegando, pois além de serem muito bonitos de realizá-los, com certeza a Entidade e a matéria ficarão orgulhosas de recebê-los, por merecimento. Também estaremos mantendo a ordem e uma raiz de evolução a ser seguida dentro dos terreiros. A cada novo Axé que a Entidade e a matéria forem receber tem que ter feito os dois por merecer, tanto material quanto espiritual. Procure tomar cuidado durante sua caminhada e conquistas religiosas, não deixando nunca subir para sua cabeça, e esteja sempre alerta, pois: O médium quando é orgulhoso, a Entidade se torna orgulhosa. O médium quando é irresponsável, a Entidade se torna irresponsável.O médium quando é picareta, a Entidade se torna picareta. O médium quando é fofoqueiro, a Entidade se torna fofoqueira. Porém, o médium quando é responsável, a Entidade se torna responsável. O médium quando é humilde, a Entidade se torna humilde. O médium quando é honesto, a Entidade se torna honesta. O médium quando é evoluído, a Entidade se torna evoluída. E assim sucessivamente. Encerro essas palavras com as palavras de um Preto-Velho incorporado no seu cavalo aqui na terra que dizia: que o sonho dele quando estava encarnado como escravo na terra era de usar um calçado e um chapéu, pois tinha certeza que se assim fosse, teria mais força e poder para trabalhar mais e automaticamente render mais para seu senhor. Falará isso muitas vezes ao feitor e ao seu senhor, mas todas às vezes o seu pedido fora negado. Pense nisso! Laroiê Exu Marabô. Laroiê Pomba-Gira Maria-Padilha.

Por: Evandro Mendonça